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21 janeiro 2011
26 outubro 2010
07 fevereiro 2010
Estados mentais

Não é exatamente uma idéia assim ohhhh original, mas é como me sinto às vezes. Esverdeada e tranquila. Bem às vezes. Acho que minhas cores mais frquentes são carmim dia sim, indigo dia não.
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06 fevereiro 2010
02 dezembro 2009
Corujinha

É a primeira vez que levo trabalhos meus para escanear num scanner profissional. Foram 10 imagens e me custou um rim mas ficou perfeito! Impressionante como ficaram registradas as texturas da aquarela no papel, do gouache, do lápis... fora as cores que estão super fiéis aos originais!
Esse livro vai ficar um brinco. ;)
Ainda bem que eu tenho o outro rim... para algum trabalho futuro. =]
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18 novembro 2009
Roooooon...

Oliver é um gato branco levado! É também a minha cereja deste fim de ano. Pela primeira vez penso uma imagem e consigo transporta-la tal e qual da minha mente para o papel. Envelhecer tinha mesmo que servir pra alguma coisa!
25 julho 2009
Arf, arf, puf, puf
28 fevereiro 2009
28 agosto 2008
12 junho 2008
Crássicos! =]
25 maio 2008
20 maio 2008
14 março 2008
03 março 2008
O Menino que Carregava Água na Peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo
que roubar um vento
e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu que era capaz de sernoviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro botando
ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos
- Manoel de Barros
aquarela
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